Marcada pela indignação das/os servidoras/es, Assembleia Geral do Judiciário discute indicativo de greve para 2021

Servidoras/es do Judiciário paulista voltaram a se encontrar virtualmente, na noite desta quinta-feira, dia 10 de dezembro, para participar de uma nova Assembleia Geral da categoria. A AASPTJ-SP esteve representada pela presidenta Maricler Real, pelo primeiro secretário Adeildo Vila Nova, pela primeira tesoureira Susana Borges, e por associadas/os da Entidade.

Em sua fala, a presidenta Maricler Real chamou atenção para o descaso do TJ-SP com as/os servidoras/es. A ausência de diálogo, as constantes remarcações de reuniões com a categoria, a falta de reajuste, o risco de vida em que servidoras/es seguem sendo colocados diante da pandemia e da manutenção do trabalho presencial e a conversão da economia com home office revertida em benefícios apenas para as/os magistradas/os foram alguns dos pontos citados em seu discurso.

Enquanto transcorria a Assembleia Geral e servidoras/es se alternavam em suas colocações, veio a confirmação em tempo real de tudo o que estava sendo colocado. Sob a alegação de que o recesso do Judiciário se aproxima, mais uma vez, a Presidência do TJ-SP desmarcou a reunião com as/os servidoras/es, prevista para ocorrer na próxima semana. Como bem classificou a presidenta Maricler Real, a melhor palavra para descrever o momento é de indignação.

Diante da postura do Tribunal com as/os servidoras/es, entre as propostas colocada pela categoria estão a discussão do indicativo de greve geral na próxima Assembleia Geral do Judiciário, marcada para o dia 14 de janeiro, às 18h.

As/os participantes também pautaram a discussão a questão do auxílio saúde, majorado somente para os magistrados, enquanto as demais categorias seguirão recebendo pouco mais de 300 reais, valor insuficiente para cobrir até os planos de saúde menores.

Por fim, a Assembleia colocou em debate a necessidade de esclarecimento junto à imprensa da atual situação do servidor do Judiciário, bem distante da visão de “privilegiados” registrada na mídia que toma como base a alta magistratura.

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